por Edson Cruz
“Aqueles que conhecem a grande alegria da leitura têm uma vida muito mais rica e perspectivas mais amplas daqueles que não a conhecem. Encontrar um bom livro é como encontrar um grande mestre. Ler é um privilégio que pertence apenas aos seres humanos; nenhuma outra criatura viva neste planeta tem essa mesma capacidade.” Daisaku Ikeda
“Aqueles que conhecem a grande alegria da leitura têm uma vida muito mais rica e perspectivas mais amplas daqueles que não a conhecem. Encontrar um bom livro é como encontrar um grande mestre. Ler é um privilégio que pertence apenas aos seres humanos; nenhuma outra criatura viva neste planeta tem essa mesma capacidade.” Daisaku Ikeda
A Maravilha da leitura
Ler é uma experiência única e intransferível. Uma causa ativa e transformadora.
Para o educador Paulo Freire, ler é uma ação que “não se esgota na decodificação pura da escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo”. Em outras palavras, antes de sermos capazes de ler o que está escrito, lemos naturalmente o mundo que nos rodeia (o movimento dos corpos e da natureza, as ações e expressões que nos tocam, a sonoridade das falas e do mundo).
Alguns filósofos dizem que aquilo que não foi nomeado não tem existência. Por este prisma, podemos dizer que ler é nomear as coisas do mundo para nós mesmos. Depois que as nomeamos, elas passam a existir com toda a sua exuberância.
No final das contas, é para isso que lemos. Para ampliar nossa visão da vida, do mundo e de nós mesmos. Para, enfim, nos tornarmos mais humanos. A complexidade da vida e do mundo é um fato. Resta-nos adquirir ferramentas para melhor interpretá-los.
Para quem trilha o caminho da revolução humana proposto pela Soka Gakkai, a leitura é uma ferramenta imprescindível. O professor e crítico americano Harold Bloom diz que “uma das funções da leitura é nos preparar para uma transformação, e a transformação final tem caráter universal”. Ler é expandir nossos horizontes mentais é sentir a alegria de sermos mais do que a vida mecânica e cotidiana nos impõe.
Mas, como nos alerta o escritor argentino Jorge Luis Borges, os livros são inumeráveis e o tempo cronológico da vida é curto. Por isso, aprender a escolher e a selecionar é importantíssimo.
Edson Cruz, nascido em Ilhéus (BA), é poeta, editor e revisor. Desgraduou-se em muitas coisas e, atualmente, faz o curso de Letras na USP. Foi fundador e editor do site de literatura Cronópios e da revista literária Mnemozine. Lançou, em 2007, Sortilégio (poesias) , em 2010 Mahâbhârata e, como organizador, O que é poesia?. Participou de inúmeras antologias e escreve com frequência no blog http://sambaquis.blogspot.com/. Fonte: Jornal Brasil Seikyo - Edição 2067 - Publicado em 15/Janeiro/2011 - Página B2



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